Arquivo de capacete

QUANDO EU FOR GRANDE…

Posted in cycle of live with tags , , on 3 de Setembro de 2010 by Humberto

… quero ter uma bicicleta sem pedais!
Embora seja politicamente incorrecto mostrar imagens de gente feliz a andar de bicicleta com capacete e associar este imaculado blog a marcas comerciais, não resisti a partilhar este vídeo.
Não tentem fazer isto com os filhos dos outros!

PARTILHAR PARA ALÉM DAS BICICLETAS

Posted in cycle of sighns with tags , , , , , on 30 de Agosto de 2010 by Humberto

Sem pretender voltar a reacender a eterna questão que tão profundamente divide a comunidade ciclomotora, e apenas para tentar mais uma vez mostrar como nos é tão fácil distrairmos a atenção do que é essencial quase com fervor religioso, vou tentar ligar o capacete e a bicicleta, no caso a partilhada.

As ciclovias em Lisboa têm crescido a um ritmo que a uns parecerá lento, a outros ideal e de certeza que há quem ache que o barco vai a todo o gás. Eu sou dos que acha que se está a fazer a casa pelo telhado, mas adiante que não é disso que quero falar agora.

Vem isto por conta duma visita que fui levado a fazer ao lugar onde a Câmara Municipal de Lisboa afixou informação sobre as ditas ciclovias. Embora todo o palavreado estendido abaixo dum mapa catita onde aparecem as linhas que indicam os caminhos para a bicicleta, não ser nada pacífico naquilo que anuncia como objectivo e estratégia para o atingir, não é nisso que vos quero prender a atenção desta vez.

Tanto quanto sei, embora manifestado de forma muito tímida, o interesse da Câmara Municipal de Lisboa em dotar a cidade dum serviço de aluguer de bicicletas, à imagem de Paris, Barcelona e, mais recentemente Londres, mantém-se. Apesar de, se a memória não me falha, ter havido algum… exagero quanto a prazos, neste momento o exagero parece-me ser apenas o peso da bicicleta (até 24kg!), o número de velocidades que pode vir a ser de apenas 3(!) e não está previsto o funcionamento 24 horas por dia! Mas avancemos que também não é por aqui que vou hoje.

Por ora vamos ler as recomendações que a edilidade faz em matéria de segurança para quem pretenda partir à aventura pela Lisboa ciclável. Pelo meio dumas quantas generalidades, começando logo pela do “cumpra o código da estrada”, atão não é que os senhores da CML nos recomendam o uso do capacete?! Ah pois é, está lá escrito ipsis verbis “Para sua segurança recomenda-se o uso de capacete e luvas”. Capacete e luvas!

Não acho que seja apropriado comparar a realidade londrina, holandesa ou outra com a lisboeta, nem é isso que pretendo. Reafirmo que não é O capacete que aqui me trás, acessório que eu uso e recomendo. Nem tampouco acho que faça sentido decalcar exemplos de realidades tão díspares. Mas acompanhar o tipo de discussão à volta de temáticas contemporâneas a outras metrópoles, é na minha modesta opinião, uma mais valia no sentido em que nos permite tirar partido do conhecimento gerado por essas experiências.

No programa de rádio da BBC4 More or Less, do passado dia 27, Tim Harford confronta o sistema das Boris Bikes -nome por que são conhecidas as bicicletas partilhadas da capital inglesa- com o uso, ou não, do capacete. Uma reportagem onde são dados argumentos a favor e contra, mas donde ressalta uma abordagem séria duma questão de princípio. Em síntese, quando se recomenda o uso do capacete, como é que se mantém a coerência disponibilizando bicicletas que não vêm equipadas com um?

Por cá, voltando à bicicleta alfacinha, massa crítica continua a ser praticamente e apenas uma passeata no calendário, onde cada um pedala a sua bicicleta…

LEITURAS PARA O FIM DE SEMANA

Posted in cycle of sighns with tags , , , , , on 29 de Agosto de 2009 by Humberto

As férias do presidente dos EUA, capacetes, Londres e o exemplo da capital dinamarquesa, são motivo de reportagem no Los Angeles Times e na BBC.

Independentemente do interesse factual das notícias aqui referidas, estas peças, algumas apenas disponíveis no sítio da televisão inglesa e servindo de complemento à que foi emitida, dão uma ideia da seriedade com que são abordadas as questões da bicicleta inseridas no contexto da mobilidade.

A escolha destes temas revela qual o entendimento que os jornalistas, bem como as linhas editoriais, fazem da sua importância na actualidade informativa e do peso que julgam ter estes assuntos no interesse e nas vidas das respectivas audiências.

Los Angeles Times

  • Entrevista com o director da London Cycling Campaign, Koy Thompson. BBC
  • Can London be a cycling cityBBC
  • Entrevista com Andreas Rohl, city’s bicycle programme manager, Copenhagen. BBC
  • Copenhaga lançou um plano para se tornar a melhor cidade do mundo para os ciclistas. BBC

E tenham um muito bom fim-de-semana!

DE ALGÉS AO COL DE LA MADONE

Posted in cycle of sighns with tags , , , , on 17 de Agosto de 2009 by Humberto

Bicycle-FlorencePara alguém que já viajou um pouco ou teve até a oportunidade de viver durante numa cidade dum qualquer país europeu, e falo além fronteiras, terá muito provavelmente a memória de espaços urbanos mais ordenados que estes por onde andamos diariamente. Longe de mim partilhar a opinião que Portugal é o pior lugar do mundo para se viver, mas em questões de urbanidade e mobilidade, somos efectivamente muito atrasados. Nada de novo até aqui e daqui se poderia ir agora para muitos lugares e por outros tantos caminhos.

Escolho um que nos põe em cima da bicicleta em Florença quinze anos atrás. Conta-me uma colega que por lá andou e morou e estudou e trabalhou, enfim, por lá viveu, que se lembra de parques perto de estações de comboio com centenas (ou seriam milhares?) de bicicletas. Onde, se ao chegar não se encontrasse a respectiva, outra serviria. Cidade onde existiam, repito há mais de 15 anos! tomadas para recarregar veículos eléctricos. Onde existia uma razoável rede de ciclovias, embora os ciclistas as preterissem pelo largo tapete de asfalto.

Esta conversa acompanhou-nos num encontro de café matinal e foi consequência da colega ter decidido tirar a bicicleta do armário para ir experimentar a ciclovia ribeirinha do Tejo. Apesar da experiência não ter sido convincente uma vez mais por causa do traçado e do pavimento, foi suficiente prazenteira para dar alento a que no próximo dia dois de Setembro sejamos mais um cycle-Wednesday-buddies. Aqui chegados, tenho perante este texto, nova encruzilhada. Para onde continuar agora? Retomar o debate sobre o papel das ciclovias na promoção da bicicleta? Não me apetece.

Vou então agarrar a oportunidade de ter alguém ao alcance da retórica, com vontade de se juntar na próxima primeira quarta-feira. Especialmente alguém que me surpreende particularmente. Muitas vezes os preconceitos à nossa volta têm a capacidade de meterem outros preconceitos na nossa cabeça, com menos palavras e tempo perdido, já eu deveria ter desafiado esta colega a se nos juntar. Bom, mas o importante é que se deu um passo na boa direcção e outra parte interessante é que vamos poder combinar o trajecto de forma a virmos juntos desde Algés até cá acima. Esta perspectiva deixou-a um pouco apreensiva, pois está em crer que terá de competir com o ritmo de quem vai a subir para o Col de la Madone na peugada dos fantasmas do Tour.

Ir para o trabalho de bicicleta não é uma prova de velocidade ou de resistência. Quanto muito será prova de persistência, vontade, disponibilidade e bom senso. Apagar a ideia que pedalar é uma actividade desportiva pura e passar a olhar para uma bicicleta como algo que serve primeiramente para nos levar do ponto A ao ponto B, é uma passo importante na mudança de mentalidade e dos preconceitos com que muitos de nós ainda olhamos a bicicleta. Espero que a vontade não se lhe esmoreça, porque será seguramente um excelente exemplo para muitos outros colegas.

O REGRESSO

Posted in cycle to work with tags , , , , , , , on 6 de Agosto de 2009 by Humberto

Depois de um dia de trabalho, o regresso a casa é o momento em que, aos poucos, vamos desligando uns interruptores e ligando outros. De bicicleta é muito mais fácil desligar uns e muito melhor ligar outros. Experimentem!

Ontem a viagem de volta ao bem-bom, se bem que demasiado demorada, revelou como a marginal do rio Tejo merecia melhores acessos e mais visitas.

A ida para a SIC tinha sido de comboio desde Oeiras até Algés e a ideia era que o regresso fosse pelo mesmo caminho. Mas os planos são como os pneus, às vezes saem furados.

Entre acelerarmos a cadência para um comboio que já chiava dos travões  ou esperar pelo próximo, optámos por continuar a pedalar. E optámos bem!

O percurso de Algés a Carcavelos foi feito sob uma lua cheia de maresia. Quase sempre pela calçada, que o asfalto requer outro equipamento. A parceira ocasional não tinha capacete e as luzes cansaram-se de tanto tempo sem uso. Em alguns bocados fomos mesmo a passo. Desnecessariamente? Se calhar, mas quem tem uma bicicleta pode sempre desmontar e seguir a pé.

Chegados a Paço de Arcos seguimos pelo passeio marítimo, aqui já a par, à conversa, a desfrutar da companhia e de como é mesmo bom estar longe dos carros, dos seus motores e respectivos donos. A sede e a conversa convidaram a uma imperial fresquinha na nova marina de Oeiras, o problema foi a forte penalização para o controle do relógio.

Já li que o Verão tem sido bom para a SIC. Garanto que Agosto começou em grande!

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