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	<title>simplycommuting.net</title>
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	<description>promovendo o uso da bicicleta e da cabeça no dia-a-dia</description>
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		<title>THE MAN WHO LIVED ON HIS BIKE*</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 18:11:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[bicicultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Palavras houvesse que dessem mais sentido a estas imagens e poderia&#160;nunca mais pedalar. Um filme de Guillaume&#160;Blanchet pelas ruas de Montreal, Canadá. * O homem que viveu na sua bicicleta Filed under: cycle of live Tagged: bicicultura, filmes, Montreal<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simplycommuting.net&amp;blog=15821966&amp;post=4728&amp;subd=simplycommuting&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Palavras houvesse que dessem mais sentido a estas imagens e poderia&nbsp;nunca mais pedalar.</p>
<p>Um filme de Guillaume&nbsp;Blanchet pelas ruas de Montreal, Canadá.</p>
<p>    <iframe src="http://player.vimeo.com/video/35927275" width="450" height="338" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe></p>
<p>* O homem que viveu na sua bicicleta</p>
<br />Filed under: <a href='http://simplycommuting.net/category/cycle-of-live/'>cycle of live</a> Tagged: <a href='http://simplycommuting.net/tag/bicicultura/'>bicicultura</a>, <a href='http://simplycommuting.net/tag/filmes/'>filmes</a>, <a href='http://simplycommuting.net/tag/montreal/'>Montreal</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/simplycommuting.wordpress.com/4728/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/simplycommuting.wordpress.com/4728/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/simplycommuting.wordpress.com/4728/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/simplycommuting.wordpress.com/4728/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/simplycommuting.wordpress.com/4728/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/simplycommuting.wordpress.com/4728/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/simplycommuting.wordpress.com/4728/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/simplycommuting.wordpress.com/4728/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/simplycommuting.wordpress.com/4728/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/simplycommuting.wordpress.com/4728/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/simplycommuting.wordpress.com/4728/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/simplycommuting.wordpress.com/4728/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/simplycommuting.wordpress.com/4728/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/simplycommuting.wordpress.com/4728/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simplycommuting.net&amp;blog=15821966&amp;post=4728&amp;subd=simplycommuting&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>DIZ-ME COM QUEM ANDAS, DIR-TE-EI COMO PEDALAS</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 18:15:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cycle of sighns]]></category>
		<category><![CDATA[bicicultura]]></category>
		<category><![CDATA[parlamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Ensina-nos a mais libertadora das ideologias que os avanços se fazem também de recuos. A dimensão da individual existência turva-nos a memória e tira-nos do alcance o imparável passo do homem para um mundo melhor ao ponto de tal ensinamento nos parecer contraditório. Ainda para mais atravessando estes tempos presentes onde a noite se adensa [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simplycommuting.net&amp;blog=15821966&amp;post=4714&amp;subd=simplycommuting&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong><a href="http://simplycommuting.files.wordpress.com/2012/01/mafalda-futuro.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4722" title="mafalda futuro" src="http://simplycommuting.files.wordpress.com/2012/01/mafalda-futuro.jpg?w=450&#038;h=132" alt="" width="450" height="132" /></a>Ensina-nos a</strong> mais libertadora das ideologias que os avanços se fazem também de recuos. A dimensão da individual existência turva-nos a memória e tira-nos do alcance o imparável passo do homem para um mundo melhor ao ponto de tal ensinamento nos parecer contraditório. Ainda para mais atravessando estes tempos presentes onde a noite se adensa e nos remete para passados já pensados impossíveis, cresce o descontentamento e o desânimo, alimentados por pensamento único, inevitável. Por muito má que seja a estrada só há uma maneira de seguir viagem: acreditando que é possível outro caminho e fazer valer a vontade de mudar e derrotar os Cabrais.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>As opções</strong> políticas dos actuais senhores do poder, maioria parlamentar e Governo, têm penalizado fortemente quem vive dos rendimentos do trabalho, seja pela via da subtracção de salário, pelo aumento de impostos directos e indirectos e pelo aumento do tempo de trabalho sem o respectivo pagamento. Os transportes públicos, cada vez mais uma real alternativa para quem não consegue suportar o aumento dos combustíveis e abandona, ainda que relutantemente, o uso do automóvel no dia-a-dia, sofreram aumentos brutais, em alguns casos quase para o dobro, e foram reduzidos os incentivos por via de desconto no Passe Social para jovens e pensionistas.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A par</strong> do aumento do custo do bilhete o Governo decide reduzir o número de carreiras e a sua frequência horários por razões meramente economicistas e com argumentação perfeitamente desajustada, pois não é viável basear a operacionalidade dos sistemas de transportes no preço dos bilhetes nem é reduzindo a oferta que se capta mais clientes. Os propósitos são evidentemente a criação de condições para entregar à iniciativa privada -e à consequente busca do lucro- a mobilidade dos cidadãos. Estas decisões do Governo PPD/CDS não só não resolverão os problemas conhecidos como agravarão a qualidade dos serviços e apontam por caminhos à revelia das experiências de cidades vanguarda em matéria de transporte e mobilidade.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Por aqui</strong> se deu conta <a href="http://simplycommuting.net/2011/10/08/um-pequeno-passo-para-o-homem/#comment-441" target="_blank">dum</a> pequeno passo para o homem que representou uma volta maior no pedal da alteração do estado das coisas para a bicicleta em Portugal. Avançou-se no sentido da solução de problemas e na perspectiva de abrir espaço para o encontro de vontades comuns. Os sinais que nos chegaram nessa manhã da rua de São Bento foram de esperança. Conhecidos que são hoje os desenvolvimentos e os quatro textos levados a votação pelo PSD, CDS, Bloco de Esquerda e pelo Partido Ecologista &#8220;Os Verdes&#8221;, a primeira coisa que se conclui é que o tal consenso procurado não chegou a ser encontrado.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Seria expectável</strong> que pelo menos os Partidos de Direita, unidos que estão nos destinos de Portugal, tivessem chegado a um entendimento sobre um texto mas nem isso aconteceu. Ambos os Partidos submeteram Projectos de Resolução com o objectivo de fazer recomendações ao Governo no sentido da promoção dos modos suaves e da mobilidade ciclável. Tanto o <a href="http://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalheIniciativa.aspx?BID=36507" target="_blank">PR 96/XII</a> como o <a href="http://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalheIniciativa.aspx?BID=36513" target="_blank">PR 101/XII</a> inscrevem uma série de lugares comuns, verdadeiros é certo mas não passam de evidências que tanto servem para recomendações como para revoluções, que precedem as três recomendações de ambos os projectos, praticamente com o mesmo conteúdo e a mesma parca ambição.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Alterar o</strong> Código de Estrada é o que se propunha o <a href="http://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalheIniciativa.aspx?BID=36510" target="_blank">Projecto Lei 82/XII</a> do BE. Medidas concretas, objectivas tornando a bicicleta parte inteira e igual na selva das estradas, dando-lhe direitos para lhe exigir responsabilidade, acabando com o estatuto de marginal que todos os que escolhemos a bicicleta como meio de transporte temos aos olhos da lei. <a href="http://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalheIniciativa.aspx?BID=36490" target="_blank">O PL 79/XII</a> d&#8217;<em>Os Verdes</em> procurava implementar duma vez por todas e de forma efectiva, metas e objectivos para a rede nacional de ciclovias. Os mesmos deputados que recomendam ao Governo &#8220;que tenha em conta a utilização do uso da bicicleta na rede viária&#8221; recusam na prática efectuar essas alterações ao CE.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O PSD</strong> recomenda ao Governo a &#8220;incorporação de soluções facilitadoras e promotoras do uso da bicicleta&#8221; e a &#8220;instalem mecanismos práticos, facilitadores e promotores do uso de bicicleta&#8221; mas votou contra a inscrição na lei dum plano ambicioso de ciclovias que põe sob o mesmo tecto legislativo o poder nacional e local e cria a base dum país verdadeiramente ciclável. Finalmente! Ambos os textos apresentados pelo BE e pel&#8217;<em>Os Verdes</em> já tinham sido derrotados pelo sectarismo parlamentar em anteriores legislaturas. Não só as condições que estão na sua oportunidade se mantêm como prevaleceu infelizmente uma vez mais a demagogia.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Sinceramente, nada</strong> disto me surpreende, pois não é possível atacar o transporte público, destruir os direitos de quem trabalha, tornar a saúde num luxo e minar o sistema de ensino universal, e ser ao mesmo tempo a favor de maior justiça em termos de mobilidade. Por mais palavras bonitas que se juntem, por muito que se branda sobre as metas do carbono, a cidades sustentáveis, o preço dos combustíveis e outros valores tão reais mas também tão na moda; por muito que se enalteça a bicicleta é no concreto da acção, na afirmação da vontade efectiva de mudar o actual estado de coisas que se deixa a marca que no futuro revelará quem escolheu o caminho certo. Quem deu os passos adiante e quem andou aos arrecuas.</p>
<br />Filed under: <a href='http://simplycommuting.net/category/cycle-of-sighns/'>cycle of sighns</a> Tagged: <a href='http://simplycommuting.net/tag/bicicultura/'>bicicultura</a>, <a href='http://simplycommuting.net/tag/parlamento/'>parlamento</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/simplycommuting.wordpress.com/4714/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/simplycommuting.wordpress.com/4714/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/simplycommuting.wordpress.com/4714/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/simplycommuting.wordpress.com/4714/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/simplycommuting.wordpress.com/4714/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/simplycommuting.wordpress.com/4714/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/simplycommuting.wordpress.com/4714/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/simplycommuting.wordpress.com/4714/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/simplycommuting.wordpress.com/4714/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/simplycommuting.wordpress.com/4714/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/simplycommuting.wordpress.com/4714/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/simplycommuting.wordpress.com/4714/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/simplycommuting.wordpress.com/4714/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/simplycommuting.wordpress.com/4714/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simplycommuting.net&amp;blog=15821966&amp;post=4714&amp;subd=simplycommuting&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>OS NÚMEROS DE 2011</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Jan 2012 01:55:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cycle to know]]></category>

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		<description><![CDATA[Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog. Aqui está um excerto: A sala de concertos da Ópera de Sydney tem uma capacidade de 2.700 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 18.000 vezes em 2011. Se fosse a sala de concertos, eram precisos 7 concertos esgostados [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simplycommuting.net&amp;blog=15821966&amp;post=4710&amp;subd=simplycommuting&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.</p>
<div style="background:url('/wp-content/mu-plugins/annual-reports/img/emailteaser.jpg') no-repeat center center;height:300px;"></div>
<p>Aqui está um excerto:</p>
<blockquote><p>A sala de concertos da Ópera de Sydney tem uma capacidade de 2.700 pessoas. Este blog foi visitado cerca de <strong>18.000</strong> vezes em 2011. Se fosse a sala de concertos, eram precisos 7 concertos esgostados para sentar essas pessoas todas.</p></blockquote>
<p><a href="/2011/annual-report/">Clique aqui para ver o relatório completo</a></p>
<br />Filed under: <a href='http://simplycommuting.net/category/cycle-to-know/'>cycle to know</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/simplycommuting.wordpress.com/4710/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/simplycommuting.wordpress.com/4710/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/simplycommuting.wordpress.com/4710/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/simplycommuting.wordpress.com/4710/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/simplycommuting.wordpress.com/4710/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/simplycommuting.wordpress.com/4710/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/simplycommuting.wordpress.com/4710/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/simplycommuting.wordpress.com/4710/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/simplycommuting.wordpress.com/4710/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/simplycommuting.wordpress.com/4710/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/simplycommuting.wordpress.com/4710/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/simplycommuting.wordpress.com/4710/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/simplycommuting.wordpress.com/4710/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/simplycommuting.wordpress.com/4710/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simplycommuting.net&amp;blog=15821966&amp;post=4710&amp;subd=simplycommuting&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>PARA QUEM ACREDITA NO PAPAI NOEL</title>
		<link>http://simplycommuting.net/2011/12/24/para-quem-acredita-no-papai-noel/</link>
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		<pubDate>Sat, 24 Dec 2011 15:10:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cycle of sighns]]></category>
		<category><![CDATA[bicicultura]]></category>
		<category><![CDATA[chic]]></category>

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		<description><![CDATA[Há um lado provocatório quando alguém escolhe a bicicleta na cidade. Optar por um meio de transporte que desafia praticamente todos os conceitos assimilados por qualquer cidadão mais ou menos cosmopolita, transporta -literalmente- uma grande dose de provocação. A bicicleta é dogmática, democrática, global, conflituosa, verde, demagógica, egoísta, divertida, feminina e masculina, sensual. A bicicleta [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simplycommuting.net&amp;blog=15821966&amp;post=4697&amp;subd=simplycommuting&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong>Há um</strong> lado provocatório quando alguém escolhe a bicicleta na cidade. Optar por um meio de transporte que desafia praticamente todos os conceitos assimilados por qualquer cidadão mais ou menos cosmopolita, transporta -literalmente- uma grande dose de provocação.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A bicicleta</strong> é dogmática, democrática, global, conflituosa, <em>verde</em>, demagógica, egoísta, divertida, feminina e masculina, sensual. A bicicleta é estas e muitas mais coisas. É usada como adereço ou veículo de publicidade. Hoje em dia aparece-nos um pouco por todo o lado e fica sempre bem na fotografia.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ff0000;"><strong>As imagens que se seguem podem ferir a sensibilidade de alguns dos prezados leitores.</strong></span></p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/33186972" width="450" height="253" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Festas Felizes se possível, a pedalar!</strong></p>
<br />Filed under: <a href='http://simplycommuting.net/category/cycle-of-sighns/'>cycle of sighns</a> Tagged: <a href='http://simplycommuting.net/tag/bicicultura/'>bicicultura</a>, <a href='http://simplycommuting.net/tag/chic/'>chic</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/simplycommuting.wordpress.com/4697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/simplycommuting.wordpress.com/4697/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/simplycommuting.wordpress.com/4697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/simplycommuting.wordpress.com/4697/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/simplycommuting.wordpress.com/4697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/simplycommuting.wordpress.com/4697/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/simplycommuting.wordpress.com/4697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/simplycommuting.wordpress.com/4697/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/simplycommuting.wordpress.com/4697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/simplycommuting.wordpress.com/4697/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/simplycommuting.wordpress.com/4697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/simplycommuting.wordpress.com/4697/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/simplycommuting.wordpress.com/4697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/simplycommuting.wordpress.com/4697/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simplycommuting.net&amp;blog=15821966&amp;post=4697&amp;subd=simplycommuting&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>DE GERHY A GEHL</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Dec 2011 21:20:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cycle to know]]></category>
		<category><![CDATA[arquitectura]]></category>
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		<category><![CDATA[David Byrne]]></category>
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		<description><![CDATA[Há uns quantos anos a cidade de Lisboa teve por presidente alguém cuja obra que marcou o seu condado foi um buraco em forma de túnel com o mérito prometido e alcançado de meter mais depressa, mais carros dentro da cidade. Esse senhor, dando seguimento ao imbróglio que ligou a CML e a empresa Bragaparques, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simplycommuting.net&amp;blog=15821966&amp;post=4683&amp;subd=simplycommuting&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong><a href="http://simplycommuting.files.wordpress.com/2011/12/santana-lopes-bicicleta11.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-4687" title="Santana Lopes - Bicicleta1" src="http://simplycommuting.files.wordpress.com/2011/12/santana-lopes-bicicleta11.jpg?w=450" alt=""   /></a>Há uns</strong> quantos anos a cidade de Lisboa teve por presidente alguém cuja obra que marcou o seu condado foi um buraco em forma de túnel com o mérito prometido e alcançado de meter mais depressa, mais carros dentro da cidade.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Esse senhor</strong>, dando seguimento ao imbróglio que ligou a CML e a empresa Bragaparques, os terrenos da Feira Popular e o Parque Mayer, resolveu contratar um gabinete de arquitectura conhecido por obras que não ficam exactamente escondidos em becos&#8230; conhecidos autores de alguns museus <a href="http://www.guggenheim.org/" target="_blank">Guggenheim</a> e do hotel <a href="http://www.starwoodhotels.com/luxury/property/overview/index.html?propertyID=1539" target="_blank">Marqués de Riscal</a>, Espanha.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Pelos serviços</strong> <a href="http://www.publico.pt/Cultura/frank-gehry-assina-hoje-contrato-do-parque-mayer-1174010" target="_blank">contratados</a> à Gehry Partners foi paga uma quantia, digo eu&#8230; <a href="http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?channelid=00000181-0000-0000-0000-000000000181&amp;contentid=A111CA97-3390-4972-A79B-82EE6BE7D43E" target="_blank">alta</a>. E acrescento: foi paga muito justamente, já que o trabalho tem de ser remunerado, e afirmo-o porque andam por aí uns senhores amigos do ex-presidente a tentar impor o contrário, mas isso é outra história. Ou talvez não&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Bom, mas</strong> dizia eu que o contrato foi cumprido na medida do executado. Uns desenhos e umas reuniões e passa para cá os euros. Não escrevo considerações sobre a obra do mestre canadiano. A tanto não me alcança a pretensão! Sendo um arquitecto com obra espalhada por todo o mundo, considero um privilégio para a capital ter um edifício projectado pela dimensão de Gehry.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Não seria</strong> apenas o ego do edil presidente que engordaria com a assinatura de Frank Gehry pespegada numa parede de Lisboa. Eu, que associo à linha intelectual <em>santanista</em> os violinos de Chopin ou o CCBamarracho, reconheço modestamente que gostaria de também viver numa cidade Gehry, Lloyd Wright, Soutinho, Siza, Ando, Calatrava.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Duas ordens</strong> de razão assistem porém às minha dúvidas sobre a empresa do então autarca: primeiro, o lugar escolhido para acolher a mestria do arquitecto, a imponência do seu talento confinado num beco sombrio e segundo, relevância do projecto nas necessidades da cidade. Tanto por tão pouco.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>De tudo</strong> quanto se gastou -ainda por cima em vão! o mais caro foi o tempo. Durante meses foi andando um comboio que chegou a lugar nenhum. O dinheiro foi-se e nada apareceu no seu lugar. O tempo passou e não se pode voltar atrás.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Quanto tempo</strong> e quanto dinheiro custaria ter pago por algo que em minha opinião, tarda por chegar: um projecto verdadeiro para reformar a rede viária? Um estudo sobre mobilidade e consequente acção transformadora? Quanto custaria, em tempo e em dinheiro, chamar Jan Gehl e Helle Søholt para virem conhecer o Cais do Sodré e a Mouraria, as Avenidas Novas e a Gulbenkian, o Fado e a luz -uma e outra, o maduro e o verde, a Senhora do Monte e as tasquinhas de Marvila, o Mercado da Ribeira e as bifanas, as chamussas do Martim Moniz?</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Mas sobretudo, o quando se ganharia em dinheiro e em tempo!</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O pequeno</strong> filme que se segue é uma viagem por Nova Iorque feita em jeito de estudo <em>in loco</em> por gente que passa a vida a tornar as cidades dos outros um nadinha melhores. Enquanto grande fã dos dotes musicais e escrevinhadores do anfitrião Byrne, ciclista aficionado e praticante, desde já me proponho para ser o Byrne alfacinha. Ofereço o meu tempo e, se for por ajuste directo, levo baratinho.</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/33712169" width="450" height="253" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe></p>
<br />Filed under: <a href='http://simplycommuting.net/category/cycle-to-know/'>cycle to know</a> Tagged: <a href='http://simplycommuting.net/tag/arquitectura/'>arquitectura</a>, <a href='http://simplycommuting.net/tag/bicicultura/'>bicicultura</a>, <a href='http://simplycommuting.net/tag/david-byrne/'>David Byrne</a>, <a href='http://simplycommuting.net/tag/jan-gehl/'>Jan Gehl</a>, <a href='http://simplycommuting.net/tag/lisboa/'>Lisboa</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/simplycommuting.wordpress.com/4683/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/simplycommuting.wordpress.com/4683/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/simplycommuting.wordpress.com/4683/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/simplycommuting.wordpress.com/4683/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/simplycommuting.wordpress.com/4683/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/simplycommuting.wordpress.com/4683/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/simplycommuting.wordpress.com/4683/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/simplycommuting.wordpress.com/4683/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/simplycommuting.wordpress.com/4683/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/simplycommuting.wordpress.com/4683/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/simplycommuting.wordpress.com/4683/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/simplycommuting.wordpress.com/4683/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/simplycommuting.wordpress.com/4683/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/simplycommuting.wordpress.com/4683/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simplycommuting.net&amp;blog=15821966&amp;post=4683&amp;subd=simplycommuting&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O CALDEIRÃO DAS MASSAS</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Nov 2011 12:00:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cycle of sighns]]></category>
		<category><![CDATA[bicicultura]]></category>
		<category><![CDATA[Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[massa crítica]]></category>

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		<description><![CDATA[Nunca participei no desfile da Massa Crítica. Por duas razões fundamentais, primeiro porque vivo e trabalho fora de Lisboa, segundo porque ainda não me senti motivado o suficiente para ir ao Marquês de Pombal numa sexta-feira à tarde. Tampouco participei em outra qualquer Massa Crítica dentro ou fora do país, no entanto acompanho com interesse [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simplycommuting.net&amp;blog=15821966&amp;post=4657&amp;subd=simplycommuting&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong><a><img class="aligncenter size-full wp-image-4666" title="black-sheep" src="http://simplycommuting.files.wordpress.com/2011/11/black-sheep.jpg?w=450&#038;h=282" alt="" width="450" height="282" /></a></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Nunca participei </strong>no desfile da Massa Crítica. Por duas razões fundamentais, primeiro porque vivo e trabalho fora de Lisboa, segundo porque ainda não me senti motivado o suficiente para ir ao Marquês de Pombal numa sexta-feira à tarde. Tampouco participei em outra qualquer Massa Crítica dentro ou fora do país, no entanto acompanho com interesse este movimento mundial nas suas várias versões incluído as portuguesas. As mais de <a href="http://critical-mass.info/" target="_blank">trezentas</a> cidades onde a cada última sexta-feira do mês, deslizam largos milhares de ciclistas são cenário dum dos maiores movimentos à escala global. São cenário e testemunha do papel que este movimento iniciado em São Francisco nos Estados Unidos, em <a href="http://simplycommuting.net/2010/10/31/we-are-traffic-ou-apontamentos-para-a-historia-do-movimento-massa-critica/" target="_blank">1992</a> tem tido numa certa forma de divulgar a bicicleta enquanto alternativa para a mobilidade urbana.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Cada cidade</strong> recria à sua maneira o desfile tendo por base o guião original. Ciclistas urbanos, mas não só, reúnem-se todas as derradeiras sextas-feira de cada mês num lugar fixo e decidem <em>in loco</em> o percurso e o destino<em>. </em>Circulando em <em>massa</em> compacta reivindicam para a bicicleta o espaço que de forma individual lhes está proibido pelo omnipresente automóvel em todos os outros dias do mês. À medida que percorrem as ruas e se cruzam com automobilistas e peões aproveitam para chamar a atenção para as questões da mobilidade, da bicicleta e doutros problemas presentes nas distintas realidades locais. A reacção aos desfiles Massa Crítica por parte dos cidadãos e das autoridades é na maioria das cidades boa mas não se pode dizer que é unanimemente aceite, até por parte dos ciclistas. Existem alguns casos de conflito sistemático entre ciclistas e polícia, sendo eventualmente o caso mais conhecido o de Nova Iorque e tem-se registado atitudes agressivas com brutais consequências por parte de automobilistas apanhados no meio da MC.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>As Massa </strong>Críticas não são organizadas por ninguém em particular, são algo que existe, que se sabe onde e quando acontece porque se ouviu a algum amigo, se leu nalgum cartaz, num <em>blog</em>. Não são uma manifestação no sentido legal, porque fazem valer o direito que todos os cidadão têm de se deslocarem de bicicleta por onde bem entenderem desde que respeitando as regras aplicáveis, bem entendido. Prescindem deste modo de autorizações ou sequer comunicação às autoridades e do respectivo acompanhamento policial. Por esta razão não anunciam um destino ou um percurso, embora em algumas cidades exista um trajecto habitual e noutras terminem sempre no mesmo sítio. Mais frequentemente, e uma vez sufragado pelos participantes o destino, os <em>massholes</em> conduzem os demais ciclistas pelas ruas da cidade, seguindo uns quantos preceitos de forma a que o impacto no normal fluir do trânsito seja o menor possível.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>As <em>bicicletatas</em></strong>, como também são conhecidos as MC de Lisboa, têm tido nos últimos meses uma significativa adesão. Eventualmente fruto dum extraordinário Verão de São Martinho e indiscutivelmente graças ao aumento de <em>commuters</em> de bicicleta e ciclistas urbanos, Setembro terá reunido cerca de quatro centenas de pares de rodas em cortejo alfacinha. Por razões evidentes não foi possível confirmar este número junto da polícia, mas queremos todos acreditar que sim, 400 bicicletas juntas por Lisboa! Descontando um ou outro atrelado, mais umas quantas bicicletas com cadeirinha e algum <em>tandem</em>, podemos dizer que cada bicicleta seu ciclista, cada ciclista sua cabeça e cada cabeça sua sentença. Em tão diversa mole humana em movimento encontrar-se-ão seguramente espécimes de variadíssimas estripes. Por relatos variados na esfera <em>bloguista,</em> e noutras esferas mais quadradas, direi que por lá se encontrarão os <em>habitués</em>, os novatos, os estreantes, os <em>bike-ninjas</em>, os rufias, os betinhos, os chungas e muitos outros tipos que me podem fazer chegar pela caixa de comentários.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O confronto</strong> está presente no dia-a-dia de peões, de automobilistas, de ciclistas, em suma de todos quantos nos cruzamos nos dias-e-dias. Ele é a passadeira que não é respeitada, o lugar no comboio que não se dá à velhinha, a buzinadela desnecessária que sobressalta o transeunte, enfim um fartar de conflitos, uns mais físicos outros mais morais, para os quais contribuímos todos por acção e tantas vezes por omissão. Quando um bando de ciclistas resolve passear em plena hora de ponta pelo meio de concorridas artérias do centro lisboeta, se há coisa que provoca é, esta-se mesmo a ver, conflito. E a troco de quê? Da consciencialização dos demais cidadãos para a necessidade duma cidade mais amiga da bicicleta? Para afirmar o velocípede como alternativa à mobilidade urbana? Para reclamar o espaço alocado quase em exclusivo ao poluidor e gastador automóvel? Se respondeu sim a estas perguntas, responda lá a esta: e porque é que provoca conflito? Vou dar a minha resposta a ver se concorda.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Provoca conflito</strong> porque colide com desprevenidos cidadãos que vêem nas invasoras bicicletas um excelente alvo para a ira acumulada por uma vida cada vez mais difícil. Cidadãos que são donos da estrada todos os dias do mês, que têm no carro uma extensão do seu ego moldado numa sociedade egoísta. Colide porque contribui para complicar ainda mais a vida de pessoas a quem os participantes na MC só queriam dizer &#8220;andem daí pedalar connosco&#8221;, mas que também têm todo o direito de não querem que lhes digamos nada. Partilho da ideia que as <em>bicicletadas</em> deixam, por força do comportamento cívico da maioria dos participantes, uma imagem positiva em quem os vê passar. Da mesma forma sei serem &#8220;notícia&#8221; apenas os maus exemplos, o tal homem que mordeu o cão. Notícia é o taxista que se encosta à roda traseira duma bicicleta, é o ciclista que respondeu na mesma moeda ao exaltado condutor, é o peão que vocifera contra os &#8220;empatas&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><a href="http://simplycommuting.files.wordpress.com/2011/11/1-shh-the-bicycles-are.jpg"><img class="alignright  wp-image-4667" title="1 Shh the bicycles are..." src="http://simplycommuting.files.wordpress.com/2011/11/1-shh-the-bicycles-are.jpg?w=209&#038;h=279" alt="" width="209" height="279" /></a></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Houve recentemente</strong> uma viva e longa discussão no seio duma determinada comunidade ciclista exactamente sobre a questão comportamental dos participantes na MC alfacinha e foi esse debate, a que assisti com bastante atenção, que motivou inclusive este texto. São cada vez mais frequentes os relatos de participantes na MC que referem episódios que, segundo os relatores, em nada favorecem a causa ciclista. Se é verdade que não devemos tomar o todo pela parte, a verdade é que quando a parte, que embora não tenha a paternidade da Massa, advoga algum paternalismo, como que tendo pelo menos a custódia da coisa, decide andar às voltas numa rotunda e <em>encazinar</em> completamente o trânsito, ou quando opta sistematicamente pela <em>rolha</em> quando poderia simplesmente abrandar e esperar no semáforo seguinte pela reunião do grupo, ou quando decide uma passagem pelo aeroporto de Lisboa com as consequências que daí podem ocorrer, está à procura dum desfile que se faça notar também pelo <em>engulho</em> criado. Ou seja, o desfile que deveria ser uma festa para quem participa mas sobretudo para quem assiste, transforma-se numa manifestação de força e num embaraço desnecessário num já habitual caos. Assim como se um anúncio à aspirina fosse um <em>sound-check</em> do baterista dos Metallica.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Um evento</strong> que tem no próprio nome a palavra crítica tem forçosamente de saber lidar com a dita cuja e ser um fervoroso praticante da autocrítica. A desculpabilização dos comportamentos desviantes e a desresponsabilização do todo perante as consequências possíveis de atitudes menos ponderadas das partes não é um bom caminho. A bicicleta está na moda e nunca se conjugaram tantos factores favoráveis à afirmação dos pedais como alternativa. Neste momento arrisco a achar que é mais a bicicleta a promover os desfiles da MC que o contrário. Dizer que a MC é um movimento de cidadãos livres que podem fazer individualmente o que muito bem entenderem durante os desfiles é negar ao próprio movimento a razão de ser. É claro que os desfiles só são positivos de servirem para divulgar um modo diferente mas melhor de nos transportarmos. É claro que só valem a pena se contribuírem para formar melhores cidadãos com ou sem bicicletas debaixo dos rabos. O resto são massagens ao ego e vãs demonstrações de autoritarismos, snobismos, autismos, discriminação e preconceito.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>PS: Em ralação ao facto de ter vertido tanto paleio e nunca ter ido a uma Massa Crítica, digo apenas que não preciso ser galinha para saber se o ovo está podre&#8230;</strong></p>
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		<title>ENTRE AMESTRADÃO E ATENAS</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Oct 2011 21:53:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[bicicultura]]></category>
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		<category><![CDATA[mobilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[A crise das dividas e o problema do financiamento das economias, públicas e privadas, em que nos mergulharam não é mais que o resultado do normal funcionamento da especulação dos mercados, instituições bancárias internacionais com recursos a fundos de diferentes proveniências, em busca da maximização do lucro e obedecendo às regras da economia neoliberal. Podemos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simplycommuting.net&amp;blog=15821966&amp;post=4645&amp;subd=simplycommuting&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong><a href="http://simplycommuting.files.wordpress.com/2011/10/ancient-greek-art-4.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4649" title="ancient-greek-art-4" src="http://simplycommuting.files.wordpress.com/2011/10/ancient-greek-art-4.jpg?w=450&#038;h=194" alt="" width="450" height="194" /></a>A crise</strong> das dividas e o problema do financiamento das economias, públicas e privadas, em que nos mergulharam não é mais que o resultado do normal funcionamento da especulação dos <em>mercados</em>, instituições bancárias internacionais com recursos a fundos de diferentes proveniências, em busca da maximização do lucro e obedecendo às regras da economia neoliberal. Podemos e devemos detalhar a situação económica actual em busca da resolução dos problemas, mas enquanto não admitirmos que é no sistema económico vigente que está a origem dos problemas, não nos aproximaremos da solução.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A dependência</strong> externa nacional passa sobretudo pela importação de combustíveis. Podemos, se essa fosse a vontade de quem define as políticas estratégicas, passar a produzir mais comida, mais vestuário. Portugal já foi praticamente independente em aço e vêm agora felicíssimos anunciar que passaremos a exportar minério em bruto, continuando assim como país exportador de produtos de baixo valor acrescentado. Temos mar com fartura que facilmente nos alimentaria de peixe. Temos clima e paisagem para sermos um destino turístico de excelência. Tudo isto apenas está dependente do Governo ordenar políticas de interesse nacional.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Mas não</strong> pode o Governo declarar que há petróleo no Beato e resolver a dependência energética nacional. Portugal precisa urgentemente duma estratégia de transportes que dê prioridade ao transporte colectivo, à linha férrea na média e longa distância e ao metro e autocarros nos circuitos urbanos. Necessita de requalificar os vários centros das cidades e não apenas a parte histórica, com acessos pedonais de forma a dinamizar o comércio local e a poupança de combustível. Além de permitir melhor qualidade para o tráfego pedonal, facilitará a utilização da bicicleta com comprovados benefícios para a saúde dos cidadãos.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Estas</strong> <strong>opções</strong> são tão urgentes quanto sabemos hoje o que está a ser feito noutras latitudes para enfrentar problemas semelhantes e conhecemos o que foi feito há décadas em países que não têm hoje os problemas que nós enfrentamos. O que choca é ver diariamente os governantes apenas preocupados em aprofundar as políticas neoliberais que nos conduziram ao presente. Insistirem em penalizar ainda mais o factor trabalho, a destruírem a capacidade dinamizadora da classe média, a empobrecerem criminosamente os pensionistas, a destruírem direitos obtidos com a revolução que derrubou o regime fascista. O que se ouve todos os santos dias é a intenção de desinvestir no ensino, na saúde, nos transportes e fragilizar ainda mais quem vive do trabalho. Ou eu estou enganado?</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O que </strong>hoje aqui me trouxe relaciona este presente de incerteza e muita revolta com a necessidade duma verdadeira transformação do paradigma na mobilidade. Enfrentamos um grave problema de dependência energética e sofremos uma mortandade recorde nas estradas. Dois problemas comuns com a situação vivida nos Países Baixos na década de setenta do século passado. Muito do que é hoje o país das tulipas e dos tamancos em matéria de mobilidade urbana, está retratado no filme que se mostra abaixo. Todas as notícias que nos chegam da Grécia confirmam os terríveis resultados das receitas que nos estão a aplicar cá. Só não percebo é porque há tamanha resistência a aplicar outras receitas cujos resultados são igualmente conhecidos!</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://simplycommuting.net/2011/10/25/entre-amestradao-e-atenas/"><img src="http://img.youtube.com/vi/XuBdf9jYj7o/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
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		<title>WITH MY OWN TWO WHEELS</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Oct 2011 22:19:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há sempre uma dose de fascínio nas máquinas. Por muito desinteressante que possamos achar a técnica, por mais afastados que consigamos viver dos tentáculos tecnológicos, as máquinas rodeiam-nos, satisfazem-nos, condicionam-nos. Mesmo contra a nossa vontade, as máquinas não nos são indiferentes. Podemos avaliar as sociedades pela capacidade de produção e de utilização das máquinas. As [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simplycommuting.net&amp;blog=15821966&amp;post=4630&amp;subd=simplycommuting&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong><a href="http://simplycommuting.files.wordpress.com/2011/10/wmotw.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4634" title="wmotw" src="http://simplycommuting.files.wordpress.com/2011/10/wmotw.jpg?w=450&#038;h=246" alt="" width="450" height="246" /></a>Há sempre</strong> uma dose de fascínio nas máquinas. Por muito desinteressante que possamos achar a técnica, por mais afastados que consigamos viver dos tentáculos tecnológicos, as máquinas rodeiam-nos, satisfazem-nos, condicionam-nos. Mesmo contra a nossa vontade, as máquinas não nos são indiferentes.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Podemos avaliar</strong> as sociedades pela capacidade de produção e de utilização das máquinas. As guerras que devastam o mundo neste século XXI de todas as incertezas, fazem-se sobretudo pelo domínio sobre o petróleo. Petróleo essencial para fazer andar os motores das máquinas. É pelas máquinas que se faz a guerra mas a paz será um dia feita pelo homem. Para o Homem.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A</strong><strong> importância</strong> da máquina bicicleta na história humana está suficientemente esmiuçada. Muitas são as páginas escritas que lhe fazem justa homenagem. Sabemos da importância que teve no desenvolvimento doutras máquinas e quantas lhe devem mesmo o aparecimento. A todo o mundo onde chegou a bicicleta, o poder transformador e libertador dos pedais deixou indelével marca. Maior prova disso é o ressurgimento da bicicleta onde tinha sido apagado o papel enquanto veículo de transporte. E esta é uma razão para ter esperança no futuro já que uma máquina perfeita só pode ajudar à construção dum mundo melhor.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Nas sociedades</strong> ditas desenvolvidas, onde as mais avançadas máquinas têm lugar preponderante, a bicicleta impõem-se a cada dia como alternativa válida na mobilidade urbana. Milhares de cidadãos ao pedalarem redesenham a realidade das suas cidades, num movimento impensável há uma década, desafiando primazias estabelecidas. Mesmo para quem a bicicleta não é solução individual, funcionará seguramente como exemplo inspirador para uma vida mais sustentável.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A bicicleta</strong> máquina e ferramenta é o que liga cinco pessoas em outros tantos lugares do planeta retratadas no documentário <a href="http://www.withmyowntwowheels.org/" target="_blank"><em>With My Own Two Wheels</em></a> (Com As Minhas Duas Rodas), dando acesso à educação, à saúde, ao trabalho, ao transporte. Revolucionando as vidas desta cinco pessoas a bicicleta transforma também o mundo em redor, à cadência da pedalada.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Veja a apresentação abaixo mas não deixe de ver o <a href="http://www.viewchange.org/videos/with-my-own-two-wheels#.TqM5lPW49NM.wordpress" target="_blank">filme</a> completo.</strong></p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/19734902" width="450" height="253" frameborder="0" webkitAllowFullScreen allowFullScreen></iframe></p>
<br />Filed under: <a href='http://simplycommuting.net/category/cycle-of-live/'>cycle of live</a> Tagged: <a href='http://simplycommuting.net/tag/bicicultura/'>bicicultura</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/simplycommuting.wordpress.com/4630/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/simplycommuting.wordpress.com/4630/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/simplycommuting.wordpress.com/4630/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/simplycommuting.wordpress.com/4630/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/simplycommuting.wordpress.com/4630/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/simplycommuting.wordpress.com/4630/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/simplycommuting.wordpress.com/4630/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/simplycommuting.wordpress.com/4630/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/simplycommuting.wordpress.com/4630/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/simplycommuting.wordpress.com/4630/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/simplycommuting.wordpress.com/4630/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/simplycommuting.wordpress.com/4630/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/simplycommuting.wordpress.com/4630/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/simplycommuting.wordpress.com/4630/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simplycommuting.net&amp;blog=15821966&amp;post=4630&amp;subd=simplycommuting&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O PAÍS VAI DE CARRINHO</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Oct 2011 14:36:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sempre que um qualquer membro do actual Governo faz uso das cordas vocais o som que ouço é monocórdico, repetitivo, sem melodia e o ritmo é apenas um: uma batida dura em crescendo. A letra da cantiga já a conheço de cor. São versos pobres e sem rima bramida num ensurdecedor coro. Cada vez menos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simplycommuting.net&amp;blog=15821966&amp;post=4595&amp;subd=simplycommuting&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong>Sempre que</strong> um qualquer membro do actual Governo faz uso das cordas vocais o som que ouço é monocórdico, repetitivo, sem melodia e o ritmo é apenas um: uma batida dura em crescendo. A letra da cantiga já a conheço de cor. São versos pobres e sem rima bramida num ensurdecedor coro. Cada vez menos seguros de si, cada vez mais desafinados, tentam convencer-nos do luxo imerecido em que temos vivido por culpa, claro está, dos brutais ordenados que auferimos mais as artimanhas matreiras para extorquir à pobre Banca todos os milhões em empréstimos sem préstimo para comprar telemóveis, elcêdês e comer fora! Passamos a vida de férias nos brasis e fazemos uma dezenas de pontes por ano para gozarmos as casas de férias no <em>Allgarve</em>. Isto já para não falar que, apesar dos investimentos na excelência dos transportes públicos -praticamente gratuitos, lembre-se- <em>nós</em>, oh ingratitude! insistimos em perder horas, dias, anos! alapados no couro sempre novo de reluzentes topos de gama germânicos, engarrafados em autoestradas à borla!</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Por todo</strong> o lado, todas as sapiências convocadas para nos iluminar a existência e não nos deixar transviar do caminho da salvação, nos dizem &#8220;Tens vivido acima das tuas possibilidades&#8221; e pronto, ponto final! Não, Portugal não é o campeão da desigualdade na distribuição do rendimento. Nem um dos países com a mais elevada carga fiscal sobre os rendimentos do trabalho. Portugal não tem a energia nem os combustíveis mais caros da zona euro. Não, não tem à volta dum milhão de pobres (ou devo dizer, tinha?) quase outro tanto de desempregados, precarização galopante no mercado de trabalho, salários em acentuada desvalorização, consumo interno estagnado e não é um exportador de produtos de baixíssimo valor acrescentado! Tudo isto fruto de políticas com-ple-ta-mente ao contrário das soluções da tróica, levadas a cabo por Governos que nada têm a ver com o que agora alterna!</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Alguém se</strong> lembra de ainda há poucos meses, os lustrosos banqueiros lusos se gabarem da rentabilidade recorde dos seus negócios? E a fuga de capitais para <em>offshores</em>? Ah, isto é só inveja do pobre! Os ministros, os dos ministérios e os outros sem pasta, falam e falam e falam e o que dizem é apenas, simplesmente, mais do mesmo: só saímos daqui continuando na mesma estrada que até aqui nos trouxe. E toca de nos tratar como criminosos que mais não sabemos fazer que extorquir, pelos meandros de subsídios para tudo e por nada, as riquezas ao país. Riquezas acumuladas por anos e anos de afincado, árduo e solitário trabalho dos senhores do dinheiro. Empresários empreendedores que graças à sua capacidade de liderança e inovação têm conseguido não ir à falência nem deslocalizar as fábricas para países com mão de obra mais cara&#8230;<a href="http://simplycommuting.files.wordpress.com/2011/10/buzinao-ponte.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-4607" title="buzinao ponte" src="http://simplycommuting.files.wordpress.com/2011/10/buzinao-ponte.jpg?w=450" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Verdadeiros patriotas</strong> que não vivem à sombra do Estado nem aceitam um subsídiozinho que seja, nada! Mas nós, que até julgávamos que na China é que não havia essas mariquices dos 13º mês, não passamos duma cambada de <a href="http://www.dquixote.pt/catalogo/detalhes_produto.php?id=213" target="_blank"><em>imbombáveis</em></a>, não contentes por ter trabalho ainda queremos também -imagine-se- ter salário. O que estamos mesmo a precisar é dum salazar para pôr isto tudo na ordem. Ou um portas que também serve. Acabava-se logo a rebaldaria, as greves e manifestações e esses abusos todos. E o leitor, ainda aí está? A ler isto? Vá mas é trabalhar mais meia horinha de borla. Apre! E que raio me havia de dar? O que tem isto a ver com as bicicletas? Que conversa de chacha vem a ser esta para um <em>site</em> sobre mobilidade suave ou lá o que isto é? Uma pessoa vem aqui à espera de encontrar um paleiozito sobre a cena da bicicleta e das ciclovias e ver umas fotos com gajas chiques e apanha com uma seca destas?</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Não deixo</strong> de me perguntar quem são as pessoas que lêem estas escrituras. Serão pessoas que curtem a moda das bicicletas ou são masoquistas? Não deveria eu escrever apenas sobre correntes de elos e selins de couro e afixar uma fotos relatando os meus progressos no cultivo de courgettes? Será que faz sentido um ciclista burguês e suburbano se preocupar por agora ter menos ligações de barco entre as margens do rio Tejo? Será que um <em>commuter</em> que use a bicicleta se deve incomodar com o definhar da linha de Cascais? Ou será indiferente para quem escolheu a bicicleta como meio de transporte que a Carris tenha acabado com várias carreiras e reduzido a frequência de outras? Não é a bicicleta também uma forma de alheamento? então porque diabo nos havemos de preocupar com o desinvestimento no transporte público? Que importância há nas decisões políticas que empurram mais pessoas para dentro dos carros? Ou nem sequer é assim e os Portugueses, ou <em>outros</em> Portugueses claro, são burros e nunca vão sair da cepa torta porque é isso que está escrito no grande livro do desígnio nacional?</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><a href="http://simplycommuting.files.wordpress.com/2011/10/banquete.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4608" title="banquete" src="http://simplycommuting.files.wordpress.com/2011/10/banquete.jpg?w=300&#038;h=200" alt="" width="300" height="200" /></a>Será relevante</strong> para quem anda de bicicleta o facto de já só poder ir jantar à Trafaria de carro porque o último barco passou a zarpar de regresso à capital às 10 da noite, duas horas mais cedo que no inicio do Verão? Importará realmente a quem escolheu a mobilidade sustentável que querendo ir hoje sábado, apanhar o barco e pedalar na baía do Seixal, tem de regressar antes das 23? Ou então terá de pedalar até ao Barreiro ou Cacilhas e lá conseguir chegar a tempo de apanhar o barco das 2 da manhã. Esta é a perspectivava que tem quem vive na margem direita da foz do Tejo e atravessa o rio de barco meia dúzia de vezes por ano e o recomenda a visitantes outras tantas. A atracção que a outra banda exerce nos apetites gastronómicos dos lisboetas é equivalente à vontade de vir jantar a Lisboa para quem vive na margem sul. O efeito que terá nas necessidades supérfluas -dirá o ministro das finanças- o esvaziamento dos bolsos de alguns -digo eu- portugueses não justificará mesmo o fim das ligações fluviais entre as margens o Tejo para lá duns quantos barcos de manhã e outros tantos à tardinha?</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Dirão que</strong> a vida não está para passeios e ir comer fora é um luxo. Está mais para eliminar certas gorduras. Além de que existem as pontes e o comboio e as camionetes. As populações ficam mais dependentes do carro? E qual é o problema? Quem quer ir paga que eu não estou para dar dinheiro dos meus impostos para alimentar gulosos! Serão estas questões assunto de bicicletas? Será que o aumento do preço dos bilhetes e a anunciada fusão das empresas de transportes importa aos ciclistas de Telheiras, de Campo de Ourique, de Matosinhos, de Carcavelos, de Águeda, de Alcântara, de Braga, do Parque das Nações, do Montijo, de Lordelo? E o abandono de 600 (mais, menos?) quilómetros de linha férrea?</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><a href="http://simplycommuting.files.wordpress.com/2011/10/cacilheiro1966-e1319336602944.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-4610" title="cacilheiro1966" src="http://simplycommuting.files.wordpress.com/2011/10/cacilheiro1966-e1319336602944.jpg?w=450" alt=""   /></a>Se há</strong> coisa que se aprende depressa quando a pedalada passa a ser diária, é a incapacidade de passarmos pelos intervalos da chuva. Está bem de ver que a tormenta que se abate sobre as nossas cabeças não vai passar só porque sim. Por muito que gostássemos que isso acontecesse, tampouco está prevista a entrada em Portugal dum contingente de holandeses e dinamarqueses munidos de ciclovias, pasteleiras pesadas e pós de perlim-pim-pim para transformarem as nossas cidades em réplicas temperadas das suas urbes. Infelizmente não será apenas pela actualização do Código da Estrada que a bicicleta entrará a bem na nossa vida metropolitana. A bicicleta é um factor que pode elevar, como tão bem sabemos, a qualidade de vida de quem optar por ela como meio de transporte. Por todos os cinco continentes sabe-se que a bicicleta é parte da solução para os problemas da mobilidade. No entanto poderemos nós, ciclistas convictos, alhearmo-nos do caminho pelo qual está a ser conduzido Portugal? Se é certo que da chuva resta-nos enfrenta-la ou esperar que passe, será que podemos alguma coisa contra o resto ou estamos bem assim?</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://simplycommuting.net/2011/10/22/o-pais-vai-de-carrinho/"><img src="http://img.youtube.com/vi/LhInwkq4nAw/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Franz Liszt</strong> nasceu no dia 22 de Outubro de 1811 onde hoje é a Hungria. Virtuoso pianista e maestro, Liszt é mais conhecido pela sua faceta de compositor graças a uma vasta obra inserida no que hoje conhecemos por período romântico. Professor de excelência, formou vários pianistas nos quais sempre procurou valorizar e desenvolver a capacidade interpretativa individual, desvalorizando o rigor técnico e nunca procurando replicar-se nos seus alunos. Não cobrava pelas aulas porque via no mercantilismo uma forma de corromper a arte.</p>
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		<title>PARA ONDE FOI O SORRISO DE ÁLVARO?</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Oct 2011 17:47:43 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[É normal que uma pessoa fique razoavelmente deslumbrada quando atinge certos patamares na sociedade. Ainda para mais quando aceita dirigir todo um Ministério e logo o da Economia! O Álvaro, como familiarmente pediu para ser tratado o então fresquíssimo académico empossado, esbanjava sorrisos e emanava uma verdadeira áurea de felicidade. A minha expectativa na governação [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simplycommuting.net&amp;blog=15821966&amp;post=4577&amp;subd=simplycommuting&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong>É normal</strong> que uma pessoa fique razoavelmente deslumbrada quando atinge certos patamares na sociedade. Ainda para mais quando aceita dirigir todo um Ministério e logo o da Economia! O Álvaro, como familiarmente pediu para ser tratado o então fresquíssimo académico empossado, esbanjava sorrisos e emanava uma verdadeira áurea de felicidade. A minha expectativa na governação dos novos ocupantes dos gabinetes da Horta Seca nunca foi optimista sequer ao ponto de achar que a jovialidade ministerial se devesse a qualquer solução milagrosa para o estado do país, da economia nacional. Não sou dos que vissem em tanto sorriso e boa disposição sinais de profundas certezas que estariam apenas à espera do momento em para serem reveladas -que, diga-se de passagem e vindo daquele ministério, nem sequer seria original: o fim da crise. Existem tantos tipos de pessoas que até deve haver umas que aceitam tarefas sobre as quais não conhecem realmente nada. Pessoas que viveram até então afogadas em livros e nas suas teorias e teorizando sobre páginas de teorias teorizadas afastam-se tanto da realidade que se por um lado a pensam com certezas provadas, por outro o mundo realizado nas suas cabeças simplesmente não existe.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><a href="http://simplycommuting.files.wordpress.com/2011/10/alvaro-santos-pereira.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-4586" title="Alvaro-Santos-Pereira" src="http://simplycommuting.files.wordpress.com/2011/10/alvaro-santos-pereira.jpg?w=450" alt=""   /></a>Tenho andado</strong> numa de vídeos. Nem percebo bem porquê mas a verdade é que tenho encontrado muitos vídeos que me dão vontade de trazer para aqui. Não sou dos que acha que na Assembleia da Republica não se faz nada para além de gastar o <em>nosso</em> dinheiro nem tenho para mim que os políticos sejam todos iguais. Tenho no <em>curriculum</em> umas boas horas de sessões parlamentares, no hemiciclo e nas comissões, e se algumas se resumiram a secas monumentais, outras foram momentos que, pela vivacidade dos deputados ou pela relevância e elevação dos temas foram horas muito bem gastas. Acontece por vezes sairmos de lá -por mais estranho que isto possa parecer- mais esclarecidos, com questões aos pinotes na cabeça, com vontade de aprofundar ideias, com uma visão mais abrangente do que está em jogo, com novos elementos para formar opinião e julgar a acção de quem nos governa e representa. É na AR e pela vontade de quem para lá é mandado pelo Povo que são tomadas todas as decisões que nos comandam a vida. Duma maneira ou de outra é ali que tudo se decide. Até é ali que se decide o que se passa a decidir noutros lugares.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A recente</strong> ida ao Parlamento, por sua própria iniciativa note-se, do ministro da Economia para, segundo estava anunciado, apresentar aos deputados o Plano Estratégico para os Transportes, teve na comunicação social bastante realce no episódio triste que foi afinal não ter o ministro levado nada para apresentar aos deputados. Mais uma vez o folclore entreteve o pagode enquanto o que lhe importa realmente para a vidinha de todos os dias passou para segundo plano. Pedaços do confronto verbal exaltado que bramia contra a oportunidade da audição fizeram as delicias dos jornalistas de serviço. Mas sobre o tão necessário Plano, nada! Se o automóvel tem o peso que se conhece na vida do meus concidadãos é também, não apenas mas também, graças ao fraco investimento em Transportes Colectivos e à deficiente integração entre os diversos sistemas metropolitanos de transporte. Têm sido vertidos recentemente pela comunicação social verdades -que na verdade não passam de meias verdades- sobre a situação em que se encontram as empresas públicas de TC, sobre as suas dívidas, as regalias dos trabalhadores, os salários, e mais um par de botas, duma forma que legitime na cabeça do contribuinte que é no interesse dele, contribuinte, que os interesses de quem vê nos TC um bom negócio, vinguem.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Claro que</strong> o Ministro não levou o Plano porque não o tem escrito. Nem precisa! Foi apresentado o verdadeiro plano do Governo para os transportes e está inscrito no Orçamento de Estado: fundir as empresas metropolitanas de transportes; separar a infraestrutura que é de onerosa manutenção e requer elevados investimentos e mantê-la na esfera pública; despedir e sobrecarregar a dívida com mais pensões e indemnizações; vender o monopólio de transportes urbano assim criado aos privados que, pelo indispensável financiamento do Estado ficarão com os lucros. Confrontado com a acutilância e imerso nas imagens claras transmitidas pelas perguntas do deputado Bruno Dias, imagens duma realidade em total choque com a virtualidade das teorias neoliberais, o ministro da economia perdeu definitivamente o ar cândido, cai-lhe a máscara patusca. O seu olhar parecia que procurava no ar o plano, mas um plano que o tirasse dali para fora. Quase que dava pena se ainda sobrasse disso para esta gente que nos depena, come a carne e se prepara para roer os ossos! Independentemente de ser um excelente jovem deputado da bancada do Partido Comunista, o que me leva a escarrapachar aqui o vídeo da sua intervenção são as várias perguntas que põe ao senhor ministro. Quando queremos debater o Transporte Público, sejamos deputados, ciclistas ou ministros, devemos conhecer um pouco mais sobre esta realidade para além do folclore com que se anda a entreter o pagode. Este vídeo -que na verdade são dois- é um contributo para o debate, para levantar questões e procurar respostas. Um apelo ao conhecimento e à informação que quem por aqui passa. Para que possamos todos decidir melhor.</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://simplycommuting.net/2011/10/18/para-onde-foi-o-sorriso-de-alvaro/"><img src="http://img.youtube.com/vi/pnKLHXuvDa0/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://simplycommuting.net/2011/10/18/para-onde-foi-o-sorriso-de-alvaro/"><img src="http://img.youtube.com/vi/vOUFsTuME0M/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
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